Asus ROG Xbox Ally X20: tela OLED e IA, mas o preço assusta
Novo console portátil da Asus chega com visual renovado e tela de ponta, mantendo o hardware e elevando o custo.
A Asus lançou o ROG Xbox Ally X20, celebrando 20 anos da marca Republic of Gamers. O console portátil chega com um visual renovado, chassi translúcido e, o principal, uma tela OLED ROG Nebula. É a aposta da empresa para quem busca o máximo em experiência visual em jogos mobile.
A novidade promete um salto na qualidade de imagem, mas mantém o hardware interno do modelo anterior. O preço, de US$ 1.300, assusta e levanta a questão se as melhorias estéticas e de tela justificam o investimento para o público brasileiro, que ainda não tem previsão de vendas.
Tela OLED é o destaque, mas bateria preocupa
A tela OLED é o grande diferencial do Ally X20. Com tecnologias ROG Nebula, HDR TrueBlack 1400 e suporte a Dolby Vision, o painel oferece brilho superior (até 1400 nits em HDR) e FreeSync Premium Pro. A qualidade de imagem é um salto notável comparado aos painéis IPS dos modelos padrão.
Apesar da tela mais potente e brilhante, a bateria de 80 WH permanece a mesma. Isso sugere uma autonomia menor, especialmente com o aumento do consumo energético. O console também ficou um pouco mais pesado (756g) e maior em suas dimensões, ainda que discretamente.
Hardware potente, mas sem novidades internas
Por dentro, o ROG Xbox Ally X20 não traz nenhuma inovação em relação ao modelo anterior. Ele mantém o SoC Ryzen AI Z2 Extreme, com 8 núcleos e 16 threads, gráficos Radeon 890M e uma NPU de 50 TOPS para processamento de inteligência artificial. A memória RAM é de 24 GB e o SSD, 1 TB PCIe 4.0.
O pacote inclui um óculos de realidade aumentada com telas micro-OLED, capaz de projetar uma imagem virtual de 171 polegadas em até 240 Hz. Vem ainda com uma capa protetora e um hard case estiloso, completando a proposta de um produto premium e completo.
Por enquanto, o ROG Xbox Ally X20 está sendo vendido apenas no exterior por US$ 1.300. Não há previsão de lançamento ou preço oficial no Brasil. Quem quiser o aparelho terá que importar, enfrentando custos adicionais e a ausência de suporte local.